Tudo ao molho e fé em Gyokeres (especial)
Punching Bag
Pedro Azevedo
Desde que o Gyokeres chegou ao Sporting, os jogos que envolvem a nossa equipa passaram a não ser exclusivamente de futebol. Quer dizer, também há futebol, e do bom (entenda-se), nomeadamente nos poucos intervalos da pancadaria a que o sueco é submetido, mas essencialmente praticam-se artes marciais. Tal é aceite com a maior candura por parte de árbitros e comentadores da bola. Por exemplo, no Estoril não faltaram loas na televisão à "compostura" do Pedro Álvaro, após cada intervenção sua ter inevitavelmente terminado com o Gyokeres descomposto (decomposto?) no chão. Para o efeito, o Pedro Álvaro foi-nos apresentado como um gentleman, um ser delicado e até meigo, quiçá um Vicente (o tal que "secou" o Pelé, sem nunca cometer uma falta) dos tempos de hoje. Talvez por isso, envolveu inúmeras vezes os seus braços e cotovelos em redor do pescoço do Gyokeres em fofinhos diplomata-leão. Não obstante, o Pedro revelou-se muito adaptativo e inovador nas artes, usando uma projecção de Gyo-Jitsu ali, uma biqueirada de Vikboxing acoli. E o árbitro deve ter apreciado as suas técnicas, porque nunca o admoestou. O que vale é que o Gyokeres foi muitas vezes ao tapete(?), mas, sem nunca ser nocauteado, acabou por ganhar aos pontos (3). Pelo que agora seguir-se-á o Chaves, a caminho do ringue do Jamor (e do "Dá fundo")...

