Tudo ao molho e fé em Gyokeres
Ioannidis contra a Manobra de Heimlich
Pedro Azevedo

Esta semana, a Reserva Federal americana (FED) baixou as taxas de juro em 25 pontos base e logo as cotações subiram nas principais bolsas internacionais. Curiosamente, na bolsa de valores de Alvalade, as condições mais relaxadas inerentes à política monetária (e à visita a Turim) não evitaram que a cotação do Alverca descesse dos cinco golos (mercado de terça-feira) para os dois golos (sexta-feira), uma queda de 60% em apenas 3 dias.
A explicação para o ocorrido é simples: se por um lado os juros ficaram mais acomodatívos, no fim prevaleceu a primeira lei da economia que estipula que os recursos são escassos e como tal há que geri-los de forma eficiente, no caso recorrendo à poupança. Tal foi o paradigma do primeiro tempo, período em que tanto se valorizou a procrastinação e o relax que o Trincão até exagerou no brushing.
No segundo tempo a atitude foi outra. Suarez cedo marcou, mas o VAR interveio para aplicar a já costumeira Manobra de Heimlich a árbitros que incautamente engolem o apito. Recuperado o fôlego, António Nobre lá soprou no sentido de anular o golo. Em processo acelerado de adaptação a Portugal, Vagiannidis continuou a "não partir um prato", contrariando assim a cultura do seu país natal. Quem não esteve pelos ajustes foi o seu compatriota Ioannidis, que mal entrou quebrou a resistência do Alverca, usando tão somente a cabeça. Por falar em ter cabeça, pouco tardou até que o inteligente Pote marcasse um golo Dolly, clone de um outro que fizera ao Nacional. Pouco mais houve a registar.
Terminado o jogo, "vade Metro, Satanás!": com milhares de pessoas em fila, sete dos onze pórticos de acesso às carruagens do Metro encontravam-se fechados, parábola perfeita do que foi a noite em Alvalade, onde só Rui Silva, Diomande, Suarez e Ioannidis cumpriram os serviços mínimos.
Venha a Juventus. A dinastia Tudor acabou, mas consta que o clube de Turim já foi à Norauto pedir a substituição. Não se esperem por isso facilidades.
Tenor "Tudo ao molho...": Ioannidis.
