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A Poesia do Drible

"Um pouco mais de sol - eu era brasa, Um pouco mais de azul - eu era além. Para atingir, faltou-me um golpe d'asa... Se ao menos eu permanecesse aquém..." - excerto de "Quasi", de Mário de Sá Carneiro

"Um pouco mais de sol - eu era brasa, Um pouco mais de azul - eu era além. Para atingir, faltou-me um golpe d'asa... Se ao menos eu permanecesse aquém..." - excerto de "Quasi", de Mário de Sá Carneiro

A Poesia do Drible

24
Dez24

Primeiras impressões


Pedro Azevedo

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Rui Borges aparentemente será o novo treinador do Sporting. Aqui ficam algumas breves impressões sobre a forma como organiza as suas equipas, tomando como padrão o Vitória Sport Clube: ofensivamente, o sistema táctico é o 4-3-3, com um triângulo a meio campo contendo um pivô e dois médios ofensivos. Nota: existe um distanciamento claro entre o pivô e os médios ofensivos quando a equipa se dispõe em campo grande, o que pressupõe que o "6" tenha grande qualidade de passe, na medida em que uma perda de bola na saída para o ataque pode ser fatal. No Vitória, esse "6" é o Manu Silva, um jogador já referenciado neste blogue. Defensivamente, um dos médios junta-se ao ponta de lança numa primeira linha de pressão, recuando os alas para o meio campo, dispondo-se então a equipa num 4-4-2, com as linhas muito próximas (campo pequeno) a fim de não permitir espaço de invasão entre elas. 

Sendo o sistema táctico preferencial de Rui Borges diferente do que vem sendo praticado pelo Sporting desde a chegada de Ruben Amorim, será que Rui Borges adaptar-se-á ao que existe em Alvalade ou manterá o seu sistema de eleição? Se a opção for por manter o sistema de 3-4-3, acredito que a Pote será pedido que pegue na bola mais pelo centro, aproximando-se do outro médio ofensivo (Morita), ficando Hjulmand mais recuado. Provavelmente, um dos actuais alas será no futuro mais lateral, o que tornará Trincão mais extremo, procurando assim Rui Borges compatibilizar as suas ideias com aquelas que há 5 anos estão implementadas no Sporting. Nesse sentido, o Sporting continuar a jogar com 2 alas em simultâneo que são mais extremos do que laterais será uma surpresa. Se Rui Borges mudar já para o seu 4-3-3 (opção em que não acredito neste momento), então deparar-se-á com uma escassez de médios e de laterais, devendo ter de ressuscitar Esgaio ou Fresneda e de ir ao mercado adquirir pelo menos um médio. Contudo, não é crível que essa alteração surja já no jogo com o Benfica, na medida em que só existem 3 médios disponíveis (já contando com Arreiol) e só um é ofensivo (Simões), além de que não terá tempo para preparar um novo sistema. Ainda assim, pensando remotamente, Trincão poderia ser o terceiro médio e um dos centrais (quiçá Quaresma) jogaria a lateral pela direita, com Quenda e Geny (ou Araújo) abertos nas alas (se Araújo fosse o extremo, Matheus Reis seria o lateral esquerdo). Porém, repito, não acredito nessa possibilidade. 

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