Tudo ao molho e fé em Gyokeres
O Inferno de Dante
Pedro Azevedo

O inferno de Dante começou quando apanhou Geny pela frente. Entre reviengas para dentro, engodos por fora, túneis escavados por entre as pernas e "cabritos", o pobre do Dante reviveu a visão do inferno de Alighieri, formado por nove círculos (tantos quantas as voltas que deu sobre si próprio), três vales (em termos de maus momentos, depois de Geny, ainda teve de levar com Quenda e Vagiannidis), dez fossos (nem as obras no estádio esconderam a sua depressão profunda) e quatro esferas (aproveitando uma promoção especial, num pequeno desvio ao enredo original, as esferas foram na verdade 6, o equivalente em bolas redondinhas de golo). E se o Sporting ameaçou pela direita, acabou por ser pela esquerda que ficou em vantagem, através de Mangas. Depois. um jogador do Arouca, com os pitões em riste, usou as costas do Inácio como a ranhura de um TPA por onde se introduz o cartão de multibanco e, como débito, além de expulso, deu um penalty ao Sporting que Suarez logo converteu. Não tardaria muito até que Trincão, recebendo um passe de Inácio, marcasse o terceiro. Veio o intervalo, naquele jeito de muda aos 3 e acaba aos 6, e no recomeço o Vagiannidis apareceu no lugar do Fresneda. Os ganhos foram automáticos, no corte de cabelo e na qualidade do cruzamento. Então, mal tocou na bola, o grego aproveitou o facto do Dante estar a pôr 3 leões em jogo e proporcionou a Mangas o quarto da noite em formato de assistência, termo que no dicionário do Fresneda vem descrito como algo equivalente aos 12 Trabalhos de Hércules (Héracles), que por acaso também era grego (isto anda tudo ligado...)..
Depois, o Quenda pegou na bola pelo meio e serviu no espaço o Suarez. Aquilo que se lhe seguiu poderia ser melhor explicado por praticantes de caça, tal o poder de coice da Browning que o Suarez tem escondida no seu pé esquerdo. O Suarez (é fixe!!!) tem uma espingarda no seu pé esquerdo e o Hjulmand uma máquina de flippers nos seus dois pés, sempre pronta a fazer "tilt" (que jogador!!!). O Harder entrou, e quando o dinamarquês pisa pela primeira vez o relvado a sensação é semelhante à de um touro a entrar numa arena. A vontade é muita, a falta de discernimento também. Por isso, não só perdeu um golo cantado como também não viu o Kocho desmarcado (pelo menos o Kocho não caiu, como naquela anedota com o fanhoso). Bom, mas eu havia-vos dito que isto mudava aos 3 e acabava aos 6, pelo que devem estar à espera do último golo. E ele existiu, às 3 tabelas, cortesia do Trincão , porque se com o Suarez é à lei da bala (já com a cabeça identifica-se muito com o Gyokeres) e com o Hjulmand há flippers, então o Trincão tem todo o direito a usar o taco de bilhar.
Tenor "Tudo ao molho...": Ricardo Mangas. Hesitei entre ele, o Trincão e o Suarez, mas escolhi o olhanense porque, na comparação com os outros 2, cada golo seu é o equivalente ao preço de um café num jantar de marisco no Gambrinus.
P.S. Suarez é fixe!!! Assinado: MASG (Movimento de Apoio Suarez a Goleador).







