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A Poesia do Drible

"Um pouco mais de sol - eu era brasa, Um pouco mais de azul - eu era além. Para atingir, faltou-me um golpe d'asa... Se ao menos eu permanecesse aquém..." - excerto de "Quasi", de Mário de Sá Carneiro

"Um pouco mais de sol - eu era brasa, Um pouco mais de azul - eu era além. Para atingir, faltou-me um golpe d'asa... Se ao menos eu permanecesse aquém..." - excerto de "Quasi", de Mário de Sá Carneiro

A Poesia do Drible

18
Jan24

As minhas irritações (3)

O elogio da trapaça


Pedro Azevedo

A minha irritação de hoje tem a ver com o elogia da trapaça que por vezes é feito por comentadores nas televisões. Por exemplo, no outro dia, num jogo do Sporting, um desses comentadores atribuiu "dores de crescimento" ao Geny Catamo, por este não se ter atirado para o chão na sequência de um adversário lhe ter encostado o braço nas costas dentro da área (sem intensidade que se visse). Da mesma forma que, por oposição, caso o jogador se tivesse deixado cair (mergulhado), não me custa imaginar que o comentador teria elogiado a inteligência do jogador. Ora, sobre isto oferece-me dizer o seguinte: além da irresponsabilidade do dito comentador, que não percebe ter uma nação inteira a ouvir a elegia da deturpação dos valores que devem estar presentes no jogo, tais declarações evidenciam uma cultura desportiva doentia. Porque no dia em que a trapaça for um comprovativo de maturidade, então o melhor é emigrarmos com os nossos filhos deste país. Não só não prova maturidade como seguramente não é um atestado de inteligência, desde logo porque quem é inteligente, e não chico-esperto, não necessita de recorrer a jogo sujo para vencer. Ou não deveria, num país civilizado e que premiasse os mais capazes. Sem truques. O cúmulo é que esta elegia dos maus-costumes foi feita no canal que tem o pacote dos jogos do campeonato e que deveria ser o primeiro interessado em promover o futebol. Só que desse canal não se ouviu um "ai", tal como aliás da Liga, à qual compete zelar pelas boas práticas. Não se pode dizer que tenha sido surpreendente...

simulação.jpg

(Imagem: Blog Além do Apito)

PS: Aceito sugestões de outras coisas, além do meu blogue, que Vos irritem no mundo do futebol jogado ou falado, prometendo escrever sobre elas caso o sentimento seja mútuo. 

17
Jan24

As minhas irritações (2)

Auto-golos por deflecção passiva


Pedro Azevedo

A minha irritação de hoje prende-se com o facto de um golo ser atribuído a um jogador da equipa que o sofre, caso a bola não seja considerada como indo na direcção da sua baliza antes de nele ter embatido. Além de muitas vezes o julgamento ser subjectivo - no remate do Nuno Santos contra o Estoril alguém tem 100% de certeza de que a bola não iria na direcção da baliza? -, despreza simultaneamente o autor do remate e a sua possível criatividade: eu não sei se não estamos a falar de um Euclides (mestre da geometria) em potência, de um Ronnie O'Sullivan travestido de futebolista ou simplesmente de um estrábico, a verdade é que sem o remate não teria havido golo. O que se me afigura diferente do caso de um jogador que ao tentar interceptar um cruzamento deflecte a bola, por azar ou simples azelhice, para dentro da sua própria baliza, porque aí há uma intenção deliberada de jogar a bola. Ao contrário da do pobre jogador que vê a bola embater-lhe por sortilégio e, como se o castigo já não fosse suficientemente severo, ainda lhe é atribuído um auto-golo (vamos pedir aos guarda-redes para não se mexerem nos livres, com medo que a bola, vinda da barra, lhes acerte nas costas e entre?). Quem escreve regras ou instruções assim não pode gostar de futebol. Nem de bilhar, porque certamente não suportaria as tabelas existentes na mesa (ou daria os pontos à mesa, e não ao bilharista). Auto-golos por deflecção passiva? É um ângulo possível de análise, mas não o meu.

autogolo.jpg

 

PS: Aceito sugestões de outras coisas, além do meu blogue, que Vos irritem no mundo do futebol jogado ou falado, prometendo escrever sobre elas caso o sentimento seja mútuo. 

16
Jan24

As minhas irritações (1)

Golos que valem 3 pontos


Pedro Azevedo

Quando um jogo está empatado dois a dois (por exemplo) e um jogador marca o golo da vitória, diz-se que esse golo valeu 3 pontos. Nunca hei-de compreender essa lógica. Admito porém que seja uma limitação minha. Quer dizer, uma pessoa estuda e até se afeiçoa pela matemática, aplica-a em diferenciais, integrais duplos e até em cálculos matriciais complexos associados a "cadeirões" como Econometria, mas nada nem ninguém nos prepara para uma coisa assim: um golo que vale 3 pontos, à revelia de todos os outros marcados anteriormente. Ainda que, se não tivessem acontecido os dois golos anteriores, o resultado final não teria sido 3-2 mas sim 1-2, ou seja, uma derrota. Por isso, aqui fica a minha primeira irritação, a de não ter estudado nas mesmas escolas e faculdades desses génios da matemática que discorrem raciocínios assim. 

PS: Aceito sugestões de outras coisas, além do meu blogue, que Vos irritem no mundo do futebol jogado ou falado, prometendo escrever sobre elas caso o sentimento seja mútuo. 

golos decisivos.jpg

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