Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A Poesia do Drible

"Um pouco mais de sol - eu era brasa, Um pouco mais de azul - eu era além. Para atingir, faltou-me um golpe d'asa... Se ao menos eu permanecesse aquém..." - excerto de "Quasi", de Mário de Sá Carneiro

"Um pouco mais de sol - eu era brasa, Um pouco mais de azul - eu era além. Para atingir, faltou-me um golpe d'asa... Se ao menos eu permanecesse aquém..." - excerto de "Quasi", de Mário de Sá Carneiro

A Poesia do Drible

12
Nov25

Uma questão de Física


Pedro Azevedo

IMG_5713.jpeg

Os árbitros e auxiliares estão habituados a determinadas trajectórias de bola - uma questão da Física, não do apito, mas que serve de apoio a decisões arbitrais (quando na dúvida). A deslocação do corpo (bola) na mente experimentada da equipa de arbitragem (consciente ou inconscientemente, o cérebro vai tipificando determinados padrões) figurava uma deflecção. E ela de facto existiu, simplesmente foi produto do levantamento  de um tufo de relva e não do corte de um jogador do Santa Clara. Já o canto não marcado a favor do Sporting, durante o primeiro tempo, deveu-se ao guarda-redes ter tocado na bola no exacto momento em que esta conectou o relvado, o que dificultou a percepção da equipa de arbitragem, acabando esta por assumir que a mudança ligeira de trajectória  da bola se havia devido ao embate no relvado (irregular) e não ao contacto com a luva do guarda-redes. Também aí se aplica a Física: quando um corpo sofre duas forças simultâneas, o resultado é um movimento que pode ser determinado pela soma vectorial das forças (Força Resultante). A direção e o sentido do movimento serão os da força resultante, conforme descrito pela Segunda Lei de Newton (Lei Fundamental da Dinâmica). Havendo honestidade intelectual, é assim tão difícil de entender as razões pelas quais a equipa de arbitragem errou em ambos os lances? Ou vamos continuar com esta lengalenga narrativa criada pelos dirigentes (e áreas de comunicação) dos clubes?

 

PS: Os jogadores, se jogarem mal, são apupados nos estádios e não têm como se defender, ficam em silêncio; os árbitros idem, com a agravante de receberem normalmente ameaças na sua vida particular. Já os presidentes chutam para o lado, deflectem (vem a propósito) as atenções dos adeptos, vêm a público e põem o odioso sempre em terceiros. Nesse transe, quem é que efectivamente se exime de assumir as suas responsabilidades e mostra não ter capacidade para aguentar a pressão? A resposta a esta questão explica o ruído ouvido este fim de semana. 

Mais sobre mim

Facebook

Apoesiadodrible

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2026
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2025
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2024
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2023
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D

Posts mais comentados

Em destaque no SAPO Blogs
pub