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A Poesia do Drible

"Um pouco mais de sol - eu era brasa, Um pouco mais de azul - eu era além. Para atingir, faltou-me um golpe d'asa... Se ao menos eu permanecesse aquém..." - excerto de "Quasi", de Mário de Sá Carneiro

"Um pouco mais de sol - eu era brasa, Um pouco mais de azul - eu era além. Para atingir, faltou-me um golpe d'asa... Se ao menos eu permanecesse aquém..." - excerto de "Quasi", de Mário de Sá Carneiro

A Poesia do Drible

28
Jul25

Golfinho português à beira do pódio


Pedro Azevedo

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Diogo Ribeiro teve um dos melhores tempos de reacção na partida para a final dos 50m Mariposa. Mas a imersão e o nado sub-aquático não correram tão bem e quando voltou à tona de água era um dos últimos. Uma boa recuperação final valeu-lhe um novo recorde nacional (22,77s), mas não foi suficiente para chegar às medalhas no Mundial de Natação que decorre em Singapura. Ainda assim, o seu quarto lugar deve ser qualitativamente ponderado como mais importante do que o título mundial obtido na mesma prova do Mundial do ano passado, quando os melhores nadadores estiveram ausentes ou guardaram o pico de forma para os subsequentes Jogos Olímpicos. 

02
Ago24

Diogo Ribeiro


Pedro Azevedo

As críticas à prestação do nadador Diogo Ribeiro nos Jogos Olímpicos são pouco entendíveis e revelam uma fraca cultura desportiva dos portugueses. Ê como se, de 4 em 4 anos, os portugueses se apercebessem de que há mais modalidades além do futebol e exigissem aos nossos atletas resultados assimétricos com a atenção que lhes prestam durante todo o outro tempo. Sejamos claros, na minha opinião o Diogo e o seu treinador viram uma oportunidade de fazerem um brilharete nos Mundiais de Doha (disputados este ano), aproveitando o foco de outros nadadores nos Jogos. Por isso, apontaram um pico de forma para essa competição, na esperança, mas não certeza, de que tal se pudesse repetir nos Jogos. E, fiéis ao provérbio luso de que "Mais vale um pássaro na mão do que dois a voar", arrecadaram duas medalhas de ouro para Portugal, uma delas numa disciplina não-olímpica (50m mariposa). Desengane-se porém o Leitor que pretenda desvalorizar este feito só porque os competidores ou não apuraram esse momento para estarem num pico de forma (optando por rodar) ou não marcaram presença, pela simples razão de que isso sempre acontece em ano olímpico. Ora, assim sendo, o feito do Diogo continua a ser impressionante. E porquê? Porque nunca antes, pese iguais circunstâncias inerentes ao ciclo olímpico, um português se havia sequer aproximado dessas conquistas. Assim, Portugal deve sentir-se orgulhoso do seu melhor nadador de todos os tempos, que certamente nos Jogos de 2028, até por já ter vencido em Mundiais, procurará apresentar-se ao seu melhor nível e apontar a essa competição como prioritária. Os seus actuais 19 anos permitem-lhe a ilusão de que um dia será possível um sucesso olímpico, assim continue a haver evolução. 

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16
Fev24

Diogo Ribeiro


Pedro Azevedo

É difícil encontrar palavras que fujam a lugares-comuns para descrever o desempenho do nadador Diogo Ribeiro no Mundial da especialidade que está a decorrer no Qatar. Após a brilhante medalha de ouro conquistada nos 50m mariposa, o "golfinho português" apurou-se agora para a final dos 100m mariposa, uma prova que fará parte do programa olímpico. De destacar que o nadador, nascido em Coimbra há 19 anos (representa actualmente o Benfica), não só foi o mais rápido entre todos os semi-finalistas como bateu o recorde nacional que já era seu (1 de Abril de 2023, Funchal), melhorando-o em 15 centésimos de segundo para um tempo final de 51,30s. Na final, agendada para Sábado (16h42), Diogo terá como opositores o polaco Jakub Majerski (medalha de bronze no Campeonato da Europa de 2022), o austríaco Simon Bucher (medalha de bronze nos 4x100m estilos, Europeu de 2022), o espanhol Mario Molla Yanes (6º classificado nos 50m mariposa em Doha), o bulgaro Josif Miladinov (medalha de prata no Europeu de 2020), o holandês Nyls Korstanje (medalha de ouro em 4x100m estilos mistos no Europeu de 2022), o americano Zach Harting (medalha de bronze em 200m mariposa no Pan-Pacífico de 2018) e a grande estrela sul-africana Chad le Clos (campeão olímpico nos 200m mariposa em Londres 2012, prata olímpica nos 100m mariposa em Londres 2012 e Rio 2016 e duas vezes campeão mundial nos 100m mariposa). 

 

Nem o facto de alguns nadadores se terem reservado para os Jogos Olímpicos, que também decorrerão este ano, não querendo assim comprometer o seu pico de forma para o objectivo primordial da época, tira mérito aos feitos do nadador luso, desde logo porque, antes dele (prata em Fukuoka), na história da natação portuguesa só Alexandre Yokochi havia conseguido estar presente numa final em campeonatos do mundo (7º lugar). Além de que a redundância de mundiais em ano olímpico não é virgem e ainda assim nunca um nadador português havia logrado esta repercussão. Boa sorte então para o Diogo amanhã e o meu voto de que a sua carreira continue a evoluir neste patamar que tanto dignifica a natação e o desporto em Portugal, ambos carentes de figuras deste quilate que chamem a atenção dos media e atraiam mais praticantes motivados por este exemplo. Depois do grande Carlos Lopes e da não menos relevante Rosa Mota, de Évora ou Fernanda Ribeiro, uma nova geração de desportistas em Portugal ganha relevância na canoagem (Fernando Pimenta), judo (Telma Monteiro e Jorge Fonseca), ciclismo (João Almeida) ou natação, provando que foi dado um salto qualitativo no desporto português. Agora fica a faltar mais cultura desportiva neste país que leve estado e privados a apostar estrategicamente nas modalidades, de forma a que a qualidade de topo que se vai vendo se possa traduzir em maior quantidade de atletas laureados. 

 

P.S. E não é que o Diogo voltou a ganhar a medalha de ouro? E desta vez frente a um campeão olímpico, numa prova que fará parte dos Jogos de Paris 2024. Com um novo recorde nacional (51,17s).

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24
Jul23

Golfinho de prata


Pedro Azevedo

O nadador português Diogo Ribeiro, de apenas 18 anos, que entrou na final (o mais novo em competição) com apenas o 7º tempo entre os presentes, acaba de sagrar-se vice-campeão mundial nos 50m mariposa, o maior feito da natação nacional de sempre, superando o 5º lugar de Yokochi em 86 (Madrid, 200m bruços). Recém-medalhado de prata, o "golfinho luso" obteve também um novo recorde nacional absoluto, terminando a prova com 22,80s, uma progressão de 16 centésimos face ao seu recorde mundial junior alcançado o ano passado em Lima (Peru). Um dia histórico para o desporto nacional, nestes campeonatos que se estão a disputar em Fukuoka, no Japão, e que pouca ou nenhuma cobertura mediática vêm merecendo dos OCS portugueses. 

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