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A Poesia do Drible

"Um pouco mais de sol - eu era brasa, Um pouco mais de azul - eu era além. Para atingir, faltou-me um golpe d'asa... Se ao menos eu permanecesse aquém..." - excerto de "Quasi", de Mário de Sá Carneiro

"Um pouco mais de sol - eu era brasa, Um pouco mais de azul - eu era além. Para atingir, faltou-me um golpe d'asa... Se ao menos eu permanecesse aquém..." - excerto de "Quasi", de Mário de Sá Carneiro

A Poesia do Drible

14
Dez24

Ganhar!!!


Pedro Azevedo

Com João Pereira ou o John Doe, hoje o que importa é ganhar. O João não pediu para ser treinador do Sporting, foi convidado, por que razão então haveríamos de exigir que fosse ele a tomar a decisão de pedir a demissão? Ele tem um contrato e não consta que tenha apontado uma pistola a alguém na altura da sua assinatura. Evidentemente, ninguém está contente com os resultados nem com o processo, que as alterações introduzidas nas dinâmicas da equipa em nada a beneficiaram, foram passos atrás no que demorou anos a construir. Mas nós temos belíssimos jogadores, que agora não parecem tão bons exactamente porque a equipa como um todo não funciona bem. Os nossos jogadores sentirão naturalmente o impacto psicológico da saída do seu líder a meio de uma época, mas disso o João Pereira não tem culpa.  Basta observarmos por esse mundo fora o que aconteceu quando lideranças carismáticas abandonaram clubes para se perceber que seria sempre difícil a sucessão, imagine-se tal ocorrer em cima do joelho. Sir Matt Busby e Sir Alex Ferguson no United, Brian Clough no Derby County, Malcolm Allison no nosso Sporting ou Guy Roux no Auxerre (e a outro nível, Augusto Mata, o paradigma da longevidade num clube, no Infesta) foram marcantes e assim complicaram a vida aos seus sucessores. Todavia, há excepções, curiosamente com o Liverpool como denominador comum: no glorioso Liverpool dos anos 60, 70 e 80, Bob Paisley (primeiro) e Joe Fagan (depois) perpetuaram os êxitos obtidos pelo seu pai espiritual, o grande Bill Shankly. E actualmente, o neerlandês Arno Slot está a conseguir fazer esquecer Jurgen Klopp. A adicionar à impossível sucessão, o João Pereira tem contra si as expectativas irrealistas que foram criadas à volta da sua capacidade como treinador, o que em nada o vem ajudando. Mas é nestas alturas que se vê o carácter do grupo de trabalho e a preponderância do seu capitão. As coisas estão o que estão, mas é preciso mostrarmos que somos muito mais do que aquilo que estamos, pese embora todos os equívocos. E isso é um papel que caberá aos jogadores no relvado, ainda que sem Pote, cuja inteligência e leitura de jogo poderiam suprir no terreno a inexperiência de João Pereira no banco. Esperemos então por hoje à noite, quando o Sporting receber o Boavista. 

 

P.S. Não é possível evitar expôr o João Pereira em conferências de imprensa?

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