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A Poesia do Drible

"Um pouco mais de sol - eu era brasa, Um pouco mais de azul - eu era além. Para atingir, faltou-me um golpe d'asa... Se ao menos eu permanecesse aquém..." - excerto de "Quasi", de Mário de Sá Carneiro

"Um pouco mais de sol - eu era brasa, Um pouco mais de azul - eu era além. Para atingir, faltou-me um golpe d'asa... Se ao menos eu permanecesse aquém..." - excerto de "Quasi", de Mário de Sá Carneiro

A Poesia do Drible

01
Set23

A convocatória de Martinez


Pedro Azevedo

A convocatória de Roberto Martinez para a jornada dupla com a Eslováquia e o Luxemburgo é polémica. Pior, as explicações do Seleccionador fazem pouco ou nenhum sentido. Como quando afirma ser a Selecção um espaço para recuperar e apoiar jogadores, o que, na ausência de um clube que o faça, deveria ser o papel da entourage pessoal de cada um deles e nunca da "Equipa de Todos Nós". (Os clubes promovem jogadores para a Selecção, pensar-se que cabe à Selecção promover jogadores para os clubes é uma ideia perigosíssima.) Mais tarde, a propósito da ausência de Paulinho, afirmou ser necessária consistência, o que apesar de fazer sentido colide com a inconsistência de chamar quem não tem minutos. Nota ainda para a vitamina dada à alcateia de Lobos, "Wolfpack", representada por José Sá, Nélson Semedo, Toti Gomes e Pedro Neto, representantes de uma equipa com uma prestação modesta na Premier League. Curiosamente, aquele que era destacadamente o melhor jogador do Wolverhampton, Matheus Nunes, novo reforço do Manchester City, ficou de fora. Entretanto, um jogador como Beto, com uma história de vida em que ninguém lhe deu nada de borla e tudo teve de ser conquistado com muito suor (muito similar à de Matheus), continua a não merecer uma oportunidade. Não esquecendo a aberrante exclusão de Nuno Santos, dada a ausência de Mário Rui, Nuno Mendes e Raphael Guerreiro, preterido em função de jogadores que não são laterais/alas esquerdos de raiz. 

 

PS: Uma coisa é a ideia de criar na Selecção um núcleo duro de jogadores semelhante à realidade de um clube, pensamento que fez escola com Scolari. Outra, bem diferente, é a utilização do espaço da Selecção Nacional para apoiar anjos caídos em desgraça ou promover jogadores. Pode isso coexistir numa Selecção que deve estar sempre representada pelos jogadores que ofereçam mais garantias em cada momento? 

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