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A Poesia do Drible

"Um pouco mais de sol - eu era brasa, Um pouco mais de azul - eu era além. Para atingir, faltou-me um golpe d'asa... Se ao menos eu permanecesse aquém..." - excerto de "Quasi", de Mário de Sá Carneiro

"Um pouco mais de sol - eu era brasa, Um pouco mais de azul - eu era além. Para atingir, faltou-me um golpe d'asa... Se ao menos eu permanecesse aquém..." - excerto de "Quasi", de Mário de Sá Carneiro

A Poesia do Drible

17
Jan24

As minhas irritações (2)

Auto-golos por deflecção passiva


Pedro Azevedo

A minha irritação de hoje prende-se com o facto de um golo ser atribuído a um jogador da equipa que o sofre, caso a bola não seja considerada como indo na direcção da sua baliza antes de nele ter embatido. Além de muitas vezes o julgamento ser subjectivo - no remate do Nuno Santos contra o Estoril alguém tem 100% de certeza de que a bola não iria na direcção da baliza? -, despreza simultaneamente o autor do remate e a sua possível criatividade: eu não sei se não estamos a falar de um Euclides (mestre da geometria) em potência, de um Ronnie O'Sullivan travestido de futebolista ou simplesmente de um estrábico, a verdade é que sem o remate não teria havido golo. O que se me afigura diferente do caso de um jogador que ao tentar interceptar um cruzamento deflecte a bola, por azar ou simples azelhice, para dentro da sua própria baliza, porque aí há uma intenção deliberada de jogar a bola. Ao contrário da do pobre jogador que vê a bola embater-lhe por sortilégio e, como se o castigo já não fosse suficientemente severo, ainda lhe é atribuído um auto-golo (vamos pedir aos guarda-redes para não se mexerem nos livres, com medo que a bola, vinda da barra, lhes acerte nas costas e entre?). Quem escreve regras ou instruções assim não pode gostar de futebol. Nem de bilhar, porque certamente não suportaria as tabelas existentes na mesa (ou daria os pontos à mesa, e não ao bilharista). Auto-golos por deflecção passiva? É um ângulo possível de análise, mas não o meu.

autogolo.jpg

 

PS: Aceito sugestões de outras coisas, além do meu blogue, que Vos irritem no mundo do futebol jogado ou falado, prometendo escrever sobre elas caso o sentimento seja mútuo. 

16
Jan24

As minhas irritações (1)

Golos que valem 3 pontos


Pedro Azevedo

Quando um jogo está empatado dois a dois (por exemplo) e um jogador marca o golo da vitória, diz-se que esse golo valeu 3 pontos. Nunca hei-de compreender essa lógica. Admito porém que seja uma limitação minha. Quer dizer, uma pessoa estuda e até se afeiçoa pela matemática, aplica-a em diferenciais, integrais duplos e até em cálculos matriciais complexos associados a "cadeirões" como Econometria, mas nada nem ninguém nos prepara para uma coisa assim: um golo que vale 3 pontos, à revelia de todos os outros marcados anteriormente. Ainda que, se não tivessem acontecido os dois golos anteriores, o resultado final não teria sido 3-2 mas sim 1-2, ou seja, uma derrota. Por isso, aqui fica a minha primeira irritação, a de não ter estudado nas mesmas escolas e faculdades desses génios da matemática que discorrem raciocínios assim. 

PS: Aceito sugestões de outras coisas, além do meu blogue, que Vos irritem no mundo do futebol jogado ou falado, prometendo escrever sobre elas caso o sentimento seja mútuo. 

golos decisivos.jpg

14
Jan24

Tudo ao molho e fé em Deus

A Revolta dos Patinhos Feios


Pedro Azevedo

Contra uma chuva persistente, que misturada com o calcário (carbonato de cálcio) que envolveu o jogo - a cal que limitava as linhas, misturada com o dióxido de carbono libertado na respiração dos atletas - precipitava estalactites nas narinas dos jogadores, o frio siberiano e um terreno em condições quase ideais para a prática do cultivo de bivalves, o Sporting saiu de Chaves com os 3 pontos. Como é habitual nestes jogos com equipas ditas pequenas e estava em plena conformidade com o nome da cidade representada pelo clube em questão, o nosso adversário começou por se encerrar a 7 Chaves, recorrendo para tal a fechaduras, trancas, trincos e cadeados a fim de bloquear o acesso ao seu cofre-forte, não dispensando ainda interpor o autocarro (Steven) Vitória, que logo de início apanhou com duas boladas consecutivas à laia de tentativa de arrombamento. Só que o Sporting, a despeito do glorioso porco bísaro da região, desde cedo mostrou que não estava em Chaves para serrar presunto e insistiu em atacar. Até que logrou obter um primeiro golo, numa jogada típica de Harpastum, misto de pé e mão, um jogo precursor do futebol que chegou a Chaves ("Aquae Flaviae") e aí pelos vistos criou raizes por via dos romanos no tempo do imperador Vespasiano (Séc. I), césar que sucedeu a Nero e que com o jogo e a ideia de construção do Coliseu em Roma pretendeu entreter as suas tropas e o povo após um período marcado pela loucura e por um impasse de poder e guerras de sucessão. O marcador do golo foi o Paulinho, um homem apropriadamente habituado a atravessar o Rubicão (de criticas) e outros cursos em que costuma meter água.

 

Na TV insistiam que se tratava de um jogo de futebol, ainda que provavelmente só se chegasse a essa conclusão por negação de todas as outras hipóteses relacionadas com diferentes desportos: não era curling, porque o objecto do jogo não deslizava; não era andebol porque a "basculação" se tornava impossível, o que muito terá desgostado o comentador Freitas Lobo (que basculou em floreado para outras bandas); não era basquetebol porque não havia cesto, embora naquele lodaçal as possibilidades de afundanço fossem imensas; não era hóquei, por muito que houvesse quem patinasse; não era rugby, futebol americano ou luta livre, ainda que contra Gyokeres pareça valer tudo menos tirar olhos. Pelo que o jogo foi uma coisa em forma de assim, como diria o O'Neill e constatou o João Correia quando atrasou a bola ao seu guarda-redes e a viu ficar presa na relva e à mercê de um isolado Pote. Mais uma vez, como aliás aconteceria amiúde durante a partida, Hugo Souza lá estava para atrasar o inevitável...

 

O segundo tempo começou logo com mais 2 golos: o relvado todo molhado ficou apropriado para a navegabilidade de outros 2 patinhos feios desta temporada, o Trincão (lindo golo) e o Pote, agora branquinhos (equipamento) que nem cisnes. Pelo que o resto do jogo se pode resumir a uma cruzada de Gyokeres na busca do golo, ora travada pelo guarda-redes, ora detida pelo estado do relvado, esforço infrutífero que resultou num ensinamento do tipo do Sermão de Santo António aos Peixes, do Padre António Vieira, em que foi censurado o vício (de golo) do colonizador em face dos direitos dos desprotegidos autóctones. Solidário, o Luís Godinho logo lhe deu um amarelo para o acalmar, ainda que não se vislumbrasse razão válida para tal que não fosse um(a) Baia que se formou nesse mar rodeado por relva e terra que se opunha a um cabo (no caso, da escola de praças do Regimento de Infantaria 19, sito ali ao pé).  

 

E assim terminou um jogo em que as chaves que desbloquearam o cofre flaviense não vieram do Areeiro mas sim de Braga. Abrindo assim antecipadamente uma vantagem sobre os nossos adversários directos que se hoje não for atenuada só pode ser vista mesmo por um "canudo" (telescópio), prática a que, por exemplo, os bracarenses já estão habituados a partir do Bom Jesus. 

 

Tenor "Tudo ao molho...": Pedro Gonçalves

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12
Jan24

Antevisão de Chaves


Pedro Azevedo

Do Chaves recordo uma boa equipa, com o cabeludo António Borges a dinamitar a ala direita e o búlgaro Radi (Zdravkov), contemporâneo de Mladenov na selecção, a chutar forte e colocado para golo. Da outrora cidade romana de Aquae Flaviae já saímos com grande azia, tão grande que até a proximidade com as regeneradoras águas de Vidago foi insuficiente para nos compensar a acidez causada pelo professor Coroado. Dados os antecedentes, espero um jogo complicado no Sábado. Mas, também, eu auguro sempre dificuldades ao Sporting, reminiscência de uma cidadania leonina em que vi o clube ganhar muito pouco, o que seria certamente muito diferente se tivesse nascido nos anos 40 ou 50. Ainda assim, confio que o frio que nos espera não seja paralisante, antes mova os jogadores no sentido de aquecerem o coração de todos os Sportinguistas. Com atenção redobrada ao jogo de cabeça do Hernandez, um jogador nascido nas Canárias e que fez a sua formação no Atlético de Madrid antes de percorrer com reduzido destaque vários clubes de escalões secundários do futebol espanhol, evidenciando-se apenas no Albacete (16/17) e Real Majadahonda (21/22), este último o clube que lhe valeu um passaporte para a 1ª divisão portuguesa e para Chaves. Sem esquecer o Steven Vitória, outro flaviense que chega com a cabeça onde muitos guarda-redes não ousam com as mãos. Pelo que um jogo destes exige um Coates em forma, o que não sei se será possível. E perspectivando-se um ou outro golos sofridos, será bom que o Pote se inspire com os ares de casa e reafirme a capacidade goleadora que parecia em perda e terça-feira passada se reacendeu. E que o Edwards faça alguns daqueles raids maravilhosos a que nos habituou. Sobra o Gyokeres, mas a esse escusamos de pedir seja o que for, ele dá-nos tudo com todo o gosto. E bem será preciso, porque pelo menos de início é esperado que os da casa se defendam a 7 Chaves (ou 8, 9 ou mesmo 10). Procurando o campo pequeno (em oposição ao campo grande, que o Sporting procurará quando de posse de bola), que como se sabe tem tudo a ver com Defensores de Chaves. Boa sorte, Leões!!!

12
Jan24

Baia deu um "frango"


Pedro Azevedo

Neste triste futebol jogado em Portugal, sempre nivelado por baixo, apareceu agora o Vitor "Baliza" a dizer que o Gyokeres deveria ser expulso mais vezes. Num país que abomina o mérito individual e quer nivelar toda a gente por uma exasperante mediocridade, onde abunda a concorrência desleal e escasseiam os princípios e valores, tais declarações não causam espanto. Surpreendente seria um dirigente de um clube rival compreender que Gyokeres veio elevar o nível da liga portuguesa e que tal poderá ser benéfico para todos.

 

"Baliza" faz parte de uma geração mais instruída de futebolistas a quem a experiência além fronteiras deu "mundo" e contactos de alto nível no futebol internacional. Pelo que dessa geração se esperava que um dia assumisse as rédeas do dirigismo do futebol nacional. Rui Costa é o presidente do Benfica, Figo há muito procura um palco que lha console a sua desmedida ambição, Paulo Sousa colaborou com o Sindicato dos Jogadores mas acabou por optar pela carreira de treinador. Pelo que, quando o Quarto Mosqueteiro dessa chamada Geração de Ouro assumiu a pasta de dirigente do FC Porto, houve quem legitimamente esperasse uma nova e agradável aragem no futebol nacional. Uma aragem de que a nossa liga, liderada por um homem que é mais brilhantina do que brilhante, bem necessitaria. Infelizmente, declarações como esta mostram à saciedade que "Baliza" é mais do mesmo fedor que tudo conspurca à sua volta. Ajudando a nivelar por baixo aquilo que deveria ser promovido e valorizado. Como ele, aliás, foi, merecidamente, em contra-regra, por uma imprensa desportiva que não lhe regateou méritos nem quando a sua carreira empalideceu em Barcelona. Porque craques como Gyokeres, tal como Yazalde, Balakov, Valdo, Aimar, Madjer ou Cubillas no passado, engrandecem a nossa liga e serão sempre bem-vindos. No caso particular também porque traz com ele a lealdade e o respeito pelos valores do jogo e um elevado profissionalismo. Por isso todos os amantes do jogo o querem ver em campo. Com a excepção do "Baliza", que o preferiria observar na bancada ou em casa. Para quê? A fim de ser mais fácil ao Porto atingir os seus objectivos. Quem pensa assim, miudinho, não acrescenta nada, vem para diminuir. E, sendo assim, está a mais. É preciso mudar mentalidades.

vitor-baia..jpg

11
Jan24

Gosto de Koba


Pedro Azevedo

Na terça feira comentava com um amigo, enquanto via o Estoril-Porto, que o Koba Koindredi me tinha ficado na retina em outros jogos. Pelo que o rumor de hoje que o relaciona com o Sporting deixa-me satisfeito. Muito a melhorar (perdas de bola a meio campo, reacção à perda e comportamento defensivo em geral), mas tem perfume no toque, habilidade no espaço curto e passada larga na progressão com bola (cabeça sempre levantada) que o recomendam para um "Grande". 

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(Imagem: Getty Images; Créditos: Gualter Fatia)

11
Jan24

Sobre o associativismo


Pedro Azevedo

Olhando para o Ranking GAP publicado neste blogue, verifica-se que Paulinho é somente o 11º classificado entre os jogadores do plantel no que concerne à soma das assistências com a participação importante em jogadas de golo. Estes números, que expressam o envolvimento de um jogador em acções que terminam em golo não marcado pelo próprio, desmentem cabalmente a ideia do associativismo tão reiteradamente justificada em múltiplos fora desportivos como atenuante justificação para o insuficiente número de golos do nosso ponta de lança. [Abandonada essa ideia, por falta de evidências, acredito que seguir-se-á uma apreciação laudatória das suas acções sem bola (inclusivé no banco).] E se a comparação com Gyokeres é devastadora (18 contribuições contra 3), jogadores como Pote e Nuno Santos (12 contribuições), Edwards (11), Trincão e Matheus Reis (6), Hjulmand (5), Coates, Catamo e Bragança (4) apresentam números melhores. Ainda assim, Paulinho esta época destaca-se pelo número de golos marcados (11, 2º melhor do plantel), ainda que o seu rácio de aproveitamento de oportunidades seja a olho nu muito baixo. A Paulinho pede-se mais, golos e envolvimento em jogadas de golo. E esse será o seu desafio para o que resta da temporada. Porque a equipa está demasiadamente dependente de Gyokeres, à semelhança do que esteve de Jardel (2002) ou de Yazalde (1974), dessa dependência depreendendo-se que se ganhou apenas esporadicamente. É certo que o Benfica, por exemplo, ganhou muitos campeonatos e competições importantes com Eusébio, da mesma forma que o Real o fez com Ronaldo e o Barcelona com Messi, e que as grandes equipas dependem sempre dos grandes jogadores. Mas, na transição para os anos 70, esse Benfica, que venceu 12 campeonatos em 16, tinha também Nené, Artur Jorge, Jordão e Vitor Baptista (e Moinhos) como outras opções de ataque. Assim, pede-se mais Paulinho. Ou um outro ponta de lança. [Se incluirmos os golos na estatística de influência em golos, Gyokeres lidera com 38 contribuições para golo, seguido de Pote (21), Edwards (17) e Nuno Santos (16). Paulinho é apenas 5º colocado, com 14 contribuições.]

ranking gap 27 2024.png

11
Jan24

Ranking GAP Sporting


Pedro Azevedo

Nesta temporada de 2023/2024, o Sporting disputou até agora 27 jogos - 16 para o Campeonato Nacional, 6 para a Liga Europa, 3 para a Taça de Portugal e 2 para a Taça da Liga -, obtendo 21 vitórias (77,78%), 3 empates (11,11%) e 3 derrotas (11,11%), com 68 golos marcados (média de 2,52 golos/jogo) e 27 golos sofridos (1,00 golos/jogo).

 

A nível individual, eis os resultados (estatísticas de golo):

 

1) Ranking GAP (medalheiro): Gyokeres (20,10,8), Paulinho (11,1,2), Pote (9,6,6);

2) MVP: Gyokeres (88 pontos), Pote (45), Paulinho (37); 

3) Influência: Gyokeres (38 contribuições), Pote (21) e Edwards (17);

4) Goleador: Gyokeres (20 golos), Paulinho (11), Pote (9);

5) Assistências: Gyokeres (10), Nuno Santos (7) e Pote (6).

 

Fazendo uma análise por sectores em termos de pontos MVP (golo=3; assistência=2; participação=1), teremos:

 

Pontas de Lança (total=125): Gyokeres (88) e Paulinho (37);

Interiores (total=91): Pote (45), Edwards (33) e Trincão (13)

Médios (total=35): Bragança (15), Morita e Hjulmand (10);

Alas/laterais (total=56): Nuno Santos (31), Geny (12), Matheus Reis (9) e Esgaio (4);

Centrais (total=34): Coates (11), Inácio (10), Diomande (9), Neto (3) e St Juste (1).

Conclusões:

  • A posição de Ponta de Lança esta época destaca-se da de Interior em termos de pontos MVP, ao contrário de anos anteriores. A diferença é marcada claramente por Gyokeres;
  • Ordem de importância no golo: Pontas de Lança, Interiores, Alas, Centrais e Médios;
  • Um total de 18 jogadores contribuiu para os golos leoninos;
  • Gyokeres lidera todas as classificações de estatísticas ofensivas: GAP, MVP, Influência, Goleador, Assistências;
  • Intervalos (minutos/golos): 0-15 (9), 16-30 (9), 31-45 (12), 46-60 (16), 61-75 (9), 76-90 (13); 
  • Influência de Gyokeres: 55,88% dos golos totais do Sporting (de fora em 4 jogos). Influência de Gyokeres nos jogos que disputou (23): 64,4% dos golos marcados (59) pelo Sporting nesses jogos. Arrasador!!!;

 

Ranking GAP (Golos, Assistências, Participação decisiva em golo):

ranking gap 27 2024.png

10
Jan24

Tudo ao molho e fé em Deus

Jogar à sueca


Pedro Azevedo

Um jogo de Taça entre um grande e um pequeno dá sempre uma oportunidade a este último de jogar a cartada do tomba-gigantes. Nessa conformidade, o Tondela não quis ser uma carta fora do baralho e foi a jogo. Só que no "pano" verde de Alvalade agora joga-se à sueca e o Sporting tem sempre o Ás de trunfo. Acrescentar o Ás a outros trunfos importantes que o clube sempre teve, ajuda muito a que as vazas não terminam em "palha". E não terminando em "palha", vão-se somando pontos importantes para se ganharem campeonatos e outras competições. É preciso porém não olvidar que esse Às não deixa de ser um "Joker(es)", pelo que se o nosso adversário quiser especular com o jogo (Póquer) ou jogar as cartas todas que tem na mão (Canasta e Gin Rummy), as probabilidades continuarão a tombar para o nosso lado, havendo um "Joker(es)" que se pode fazer passar por qualquer outra carta para desempatar.  

 

Aquilo que mais impressiona no Gyokeres (chamemos-lhe assim), é mesmo a forma como substitui qualquer carta do baralho: que ele era um Ás na finalização, poucos teriam dúvidas. Mas também é um rei, para os adeptos do Sporting, como foi rainha para os ingleses do Coventry, ainda no tempo da outra Senhora. E um valete, ao serviço de Amorim. Ou uma manilha, quando acelera pela ala direita como um "7". E pinta com cada "sena"... Umas vezes vestindo traje de gala (terno), outras esfarrapando-se todo como se fosse a carta menos valiosa do baralho (duque). No fim, o adversário invariavelmente quina, pelo que sobre ele alguém ainda há-de escrever uma bela quadra. (Se quiserem que ele seja "8" ou "10", também se arranja, além de "9" como bem sabemos.)

 

Todavia, subsistiam ainda algumas dúvidas sobre o Gyokeres. É que por muito que se tenha algumas das melhores cartas do baralho, ainda assim os jogos ganham-se por vezes com a cabeça. Creio porém que desde ontem algumas dessas dúvidas se começaram a dissipar. "Ó Diacho!", dirão os seus adversários, pasmando-se ao vê-lo tanto correr, sem se esgotar ou lesionar. Pelo que se deverão sentir como os funcionários daquela Estação de Serviço retratada no célebre anúncio do Citroen Dyane: "E eu a vê-lo passar. Gasolina não precisa, oficina nem pensar!...". 

 

Não terminam porém em Gyokeres as boas notícias: ontem, o Pote voltou a atinar com o golo. Agora imaginem a cena: o Schmidt e o Conceição estavam à cata de Janeiro, a rasgarem os olhos à espreita da Taça da Ásia e com vontade de verem o Diomande e o Geny no CAN-can africano e pelas costas, e agora, já não bastava aparecerem de repente todos viçosos o Bragança e o Quaresma, ainda o Pote desata a marcar e o Gyokeres até o faz de cabeça. Ganda melão, pá!!!

 

Tenor "Tudo ao molho...": Viktor Gyokeres

gyokeres tondela.jpeg

08
Jan24

Ranking GAP Sporting


Pedro Azevedo

Nesta temporada de 2023/2024, o Sporting disputou até agora 26 jogos - 16 para o Campeonato Nacional, 6 para a Liga Europa, 2 para a Taça de Portugal e 2 para a Taça da Liga -, obtendo 20 vitórias (76,92%), 3 empates (11,54%) e 3 derrotas (11,54%), com 64 golos marcados (média de 2,46 golos/jogo) e 27 golos sofridos (1,04 golos/jogo).

 

A nível individual, eis os resultados (estatísticas de golo):

 

1) Ranking GAP (medalheiro): Gyokeres (18,10,7), Paulinho (11,1,2), Pote (7,6,6);

2) MVP: Gyokeres (81 pontos), Pote (39), Paulinho (37); 

3) Influência: Gyokeres (35 contribuições), Pote (19) e Edwards (17);

4) Goleador: Gyokeres (18 golos), Paulinho (11), Pote (7);

5) Assistências: Gyokeres (10), Pote e Nuno Santos (6).

 

Fazendo uma análise por sectores em termos de pontos MVP (golo=3; assistência=2; participação=1), teremos:

 

Pontas de Lança (total=118): Gyokeres (81) e Paulinho (37);

Interiores (total=84): Pote (39), Edwards (33) e Trincão (12)

Médios (total=33): Bragança (13), Morita e Hjulmand (10);

Alas/laterais (total=53): Nuno Santos (28), Geny (12), Matheus Reis (9) e Esgaio (4);

Centrais (total=34): Coates (11), Inácio (10), Diomande (9), Neto (3) e St Juste (1).

Conclusões:

  • A posição de Ponta de Lança esta época destaca-se da de Interior em termos de pontos MVP, ao contrário de anos anteriores. A diferença é marcada claramente por Gyokeres;
  • Ordem de importância no golo: Pontas de Lança, Interiores, Alas, Centrais e Médios;
  • Um total de 18 jogadores contribuiu para os golos leoninos;
  • Gyokeres lidera todas as classificações de estatísticas ofensivas: GAP, MVP, Influência, Goleador, Assistências;
  • Intervalos (minutos/golos): 0-15 (8), 16-30 (8), 31-45 (11), 46-60 (15), 61-75 (9), 76-90 (13); 
  • Influência de Gyokeres: 54,68% dos golos totais do Sporting (de fora em 4 jogos). Influência de Gyokeres nos jogos que disputou (21): 63,64% dos golos marcados (55) pelo Sporting nesses jogos. Arrasador!!!;
  • Nuno Santos tem uma influência importante entre os laterais/alas (14 contribuições nos golos, contra 2 de Esgaio).

 

Ranking GAP (Golos, Assistências, Participação decisiva em golo):

ranking gap 26 2024.png

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