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A Poesia do Drible

"Um pouco mais de sol - eu era brasa, Um pouco mais de azul - eu era além. Para atingir, faltou-me um golpe d'asa... Se ao menos eu permanecesse aquém..." - excerto de "Quasi", de Mário de Sá Carneiro

"Um pouco mais de sol - eu era brasa, Um pouco mais de azul - eu era além. Para atingir, faltou-me um golpe d'asa... Se ao menos eu permanecesse aquém..." - excerto de "Quasi", de Mário de Sá Carneiro

A Poesia do Drible

28
Ago23

Tudo ao molho e fé em Deus

Lévi-Strauss contra a tanga


Pedro Azevedo

Qual Lévi-Strauss, qual Bronislaw Malinowski, antropologia da boa é na SportTV. Pelo menos de cada vez que o professor Luis Vidigal lá vai discorrer sobre os jogos do Sporting. No episódio de ontem o tema foi a tradição dos povos. De uma forma instrutiva, o Luis foi-nos dando exemplos. Subitamente, a propósito do cartão amarelo a um tal de Topic, topa isto: "É uma questão cultural dos sérvios usar muito as mãos!". Enfim, talvez não os recomende para companheiros de viagem num Metro apinhado, mas decerto explicará porque rivalizam com os EUA no basquetebol. Mas foi com a observação que deixou sobre o Geny Catamo que se me fez luz sobre as idiossincrasias lusas: explicou-nos o Vidigal que fazia parte das "dores de crescimento" o moçambicano não se ter atirado para o chão após um adversário lhe ter soprado nas costas. E fiquei bem resolvido sobre o tema da cultura desportiva em Portugal. (Entretanto, a aculturação do Gyokeres está em progresso. Mais umas semanas e uma cotovelada como a que lhe deu o Riccieli levá-lo-á a dar um flick flack à rectaguarda à moda do Minho e o empurrão nas costas acompanhado por um puxão nos calções na área fá-lo-á mergulhar encorpadamente a pedir o penálti. O Vidigal sentenciará que o sueco é muito inteligente e tudo voltará à paz do Senhor.)

 

Em Portugal queima-se tudo. Queimam-se as fitas, os resíduos, as árvores e às vezes até os "fusíveis" dos portugueses. E, no futebol, queima-se tempo, torrando a paciência do santo de altar que é o espectador. Mas há quem defenda esse status-quo: durante toda a primeira parte o bom do Vidigal esforçou-se por contextualizar as sucessivas interrupções do jogo para entrada do médico. Os minhotos iam caindo à vez no relvado, contorcendo-se com suplicantes dores de cotovelo perante a superioridade do Sporting, mas o comentador lá ia justificando cada nova inacção com as  assimetrias entre os clubes. E nem mesmo durante o longo intervalo, quando todo o elenco famalicense teria necessitado mais da assistência de um relojoeiro do que do médico ou do próprio treinador, o comentador se descompôs. Até porque o problema maior foi o braço do Gyokeres, que ameaça ser o novo cisma para as cartilhas dos nosso rivais. Como é que o sueco pode ser responsabilizado por uso do rádio (e do úmero, cóccix, sacro, vértebras, omoplatas, clavículas, etc...), se todos os orgãos do seu corpo estão permanentemente a ser agarrados, logo controlados, pelos adversários? Só se o rádio de que falam for um de pilhas, e ele o leve à socapa escondido nos calções para assim não perder os distintos comentários do Vidigal...

 

Gostei da estreia a titular do Hjulmand. Face ao jogo de Rio Maior houve um pouco menos Gudelj e um pouco mais William, com aqueles passes rasos e verticais a quebrar linhas. E defensivamente, ainda que não um Palhinha ou mesmo um Ugarte na intensidade, esteve melhor, cobrindo competentemente as linhas de passe através de uma boa ocupação do espaço e não se encolhendo junto dos centrais. Com a sua entrada, o Morita avançou um pouco no terreno, aproximando-se com perigo da área adversária como tantas vezes lhe vimos na época passada. Assim, o Pote pôde ocupar um lugar no trio da frente. O Pedro não deslumbrou, mas melhorou o seu rendimento. E podia ter marcado em duas ocasiões. Pelo que o que me pareceu que funcionou menos bem foi a ligação dos alas com a restante equipa. Muito devido à incapacidade de ambos em desequilibrar no 1x1, precisando por isso de um espaço que não tiveram. E se ao Nuno Santos faltou alguém na esquerda que comprometesse o lateral direito do Famalicão para que ficasse liberto a fim de sacar aqueles cruzamentos cheios de veneno que lhe reconhecemos, o Esgaio perdeu espontaneidade entre cálculos diferenciais e resolução de polinómios de terceiro grau que o levam a dar toques a mais na bola antes de centrar (nesse sentido, o "elástico" de Geny, seguido de assistência para desperdício de Pote, foi como um clarão numa noite escura).  Assim, acabou por ser com a força aérea, à imagem e semelhança do lance que deu a vitória sobre o Vizela, que se resolveria este jogo contra um equipa de grande rigor defensivo, com jogadores de belíssimo recorte técnico e um óptimo guarda-redes (se o Júnior é assim, imagine-se o que não será o Luiz Sénior...). Como protagonista de novo Paulinho, o Lázaro que ressuscitou o seu faro de golo desde que guiado pelo intenso perfume que veio da Escandinávia. Uma nota final para Coates, que fez o seu melhor jogo nesta época, e para Diomande, intransponível pela terra e pelo ar, numa noite em que o Sporting estreou o novo equipamento CR7, dourado e preto, que tem sido um sucesso de vendas. E estamos na frente!

 

Tenor "Tudo ao molho...": Paulinho 

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25
Ago23

Há vida além do défice...

La Vuelta


Pedro Azevedo

A Volta a Espanha em bicicleta arranca amanhã em Barcelona com um contra-relógio por equipas e o melhor naipe de ciclistas de que há memória numa competição deste nível. Só candidatos que realisticamente possam sonhar com um lugar no pódio final em Madrid teremos sete. A saber: Jonas Vingegaard, Primoz Roglic, Remco Evenepoel, Geraint Thomas, Enric Mas, Juan Ayuso e o português João Almeida. A luta prevê-se cerrada entre o duo da Jumbo (Vingegaard e Roglic) e Evenepoel, com Thomas, Almeida e a dupla espanhola Mas/Ayuso à espreita de um momento mau dos principais favoritos para subirem na classificação geral. E se Vingegaard vem de um segundo triunfo consecutivo no Tour frente a Pogacar (o grande ausente nesta Vuelta), Roglic traz o título no Giro e Evenepoel vai defender a vitória na Vuelta no ano passado. Todos mostrando-se em forma, o que ainda atrai mais interesse à competição. Sem esquecer que Thomas e Almeida (2º e 3º no Giro), Ayuso (3º na Vuelta em 2022) e Mas (2 segundos lugares na Vuelta) terão também as suas ambições. À partida o dinamarquês Vingegaard será o grande favorito, mas não se sabe se o tempo de recuperação pós-Tour será suficiente. O belga Evenepoel defende o título, mas subsistem algumas dúvidas sobre a sua capacidade de durar 3 semanas com um elenco deste luxo. Assim sendo, o esloveno Roglic perfila-se como uma possibilidade consistente para a vitória final, o que significaria a conquista da sua quarta Vuelta e o igualar do record de Roberto Heras. Para os 4 "outsiders", bons e duráveis em 3 semanas, será a oportunidade de medirem forças com a nata do ciclismo mundial, à espreita de um desfalecimento ou de um azar dos favoritos para se guindarem ao lugar mais alto do pódio. Nesse sentido, a muita montanha existente na prova ditará a sua lei, a começar já na terça-feira com uma chegada em alto (Andorra). A nós, portugueses, resta desejar que João Almeida esteja ao seu melhor nível e possa melhorar o seu 5º lugar do ano transacto na Vuelta, competição a que se apresentou com algumas limitações. Agora, mentalmente forte após o pódio no Giro e fisicamente mais apto que no ano passado, o Céu poderá ser o limite. Não esquecer porém que a sua liberdade poderá estar condicionada caso o seu colega de equipa e co-chefe de fila (UAE), Ayuso, se apresente em super forma. A possibilidade de jogo de equipa é aliás uma realidade que poderá desequilibrar as forças entre os principais competidores, com a Jumbo-Visma e a UAE em vantagem nesse particular por terem 2 ciclistas cada com capacidade para lutar pela classificação geral. E se no final um ciclista da Jumbo vier a ser coroado como vencedor, então será a primeira vez neste milénio que uma equipa ganhará as 3 Grandes Voltas num mesmo ano.

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24
Ago23

Variações - (Pote na frente) é para amanhã


Pedro Azevedo

Muito na pré-temporada se falou numa alteração do sistema táctico de 3-4-3 do Sporting, aventando-se a possibilidade de uma alternativa em 4-4-2 ou até 3-5-2. Porém, aquilo que nos é dado observar neste início de temporada é uma metamorfose dentro do próprio sistema que serve de base ou, se quiserem, uma variação do sub-sistema criado pela dinâmica de jogo: em certos momentos o Sporting parece trocar o tradicional 3-4-2-1 pelo 3-4-1-2, com o interior direito como "playmaker". Isso tem muito a ver com a inclusão de Paulinho no Onze, ele que efectivamente não parte da posição de interior esquerdo mas sim do meio, aparecendo mais tarde nessa posição. São movimentações diferentes, algumas delas criadas pela apetência de Gyokeres em cair nas alas à procura da profundidade, outras por o que parece ser o desejo de Amorim de ter uma maior presença na área no momento dos cruzamentos. O que me soa claro é que esta nuance tem tudo para favorecer Pote, caso este seja escolhido para o trio da frente,, podendo este ser bastante mais eficaz do que aquilo que Edwards vem mostrando  até aqui. Tal implicará o avanço de Morita para a posição 8, entrando o dinamarquês Hjulmand para médio de repressão, ficando o Sporting assim perto do seu melhor Onze face aos jogadores actualmente disponíveis do meio campo para a frente. Todavia, no caso de Hjulmand ainda tenho algumas dúvidas que o tempo certamente desfazerá, não estando eu tão certo de estarmos na presença de um Palhinha, ou até mesmo de um Ugarte. Porque do que vi com o Casa Pia pareceu-me mais um Gudelj. Mas admito que foi pouco tempo e que o jogador não está ainda totalmente integrado na dinâmica da equipa. Ainda assim, gostei de ver a forma simples como, com bola, soube encontrar as melhores linhas de passe e deu fluidez ao jogo, ficando por esclarecer como será no momento defensivo e sem bola. 

24
Ago23

Matheus Nunes próximo do Manchester City


Pedro Azevedo

O melhor médio a sair com a bola da zona de pressão parece finalmente ter encontrado o clube ideal para potenciar todas as suas qualidades. Incompreensível o Liverpool, de Klopp, ter abdicado de um jogador que recuperaria o melhor estilo heavy-metal do seu futebol, porque da apatia do Chelsea e do meu Man Utd nem se fala (não surpreende), tão desastrosa vem sendo a sua política de contratações. Recordo que o Sporting terá direito a 10% de uma eventual mais-valia.

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23
Ago23

Fre(s)nada


Pedro Azevedo

O Sporting deixou sair Tiago Santos graciosamente para o Estoril, guardando apenas 10% dos seus direitos económicos entre alienação de metade do passe e trocas e baldrocas com uma percentagem dos direitos económicos de um jogador que entretanto já não mora em Alvalade (Arthur).. Posteriormente, abdicou da possibilidade de o resgatar a preço satisfatório, perdendo-o definitivamente para o Lille. Adicionalmente,  não se mostra interessado em aproveitar o sub-19 Goncalo Esteves, nem Travassos, opções técnicas que se devem respeitar. Não, a vontade é mesmo de ir a Espanha apostar na Formação do... Valladolid e recrutar o Fresnada, por 15 ou 16 milhões. Como não é normal, mesmo considerando a inflação e a concorrência de clubes sauditas, dar-se um valor desta magnitude por um jovem lateral de 18 anos (semifinalista do Europeu da sua categoria, competição onde Esteves foi finalista com a nossa Selecção) com 20 e poucos jogos realizados em La Liga, sem golos ou assistências para registar, por um clube que curiosamente desceu de divisão, logo aparece a narrativa de que Real, Barcelona, City e quase toda a constelação do futebol está interessada na sua contratação. Só que tal nunca mais se concretiza, nem sequer com o fito imediato no empréstimo para rodar (política habitual, por exemplo, no City, que se comporta como um grossista que depois também distribui por aí), provavelmente porque Valladolid não é "já aqui" para quem está em Madrid ou Barcelona, fica muito longe... Entretanto, o Zanoli não vem e o Singo, que era de longe quem dava mais garantias, embora não me entusiasmasse tanto quanto o jogador napolitano, saiu por 10 milhões para o Mónaco. Singo e Zanoli que, aos 21-22 anos, são jogadores num outro estádio de maturidade e não uma cava de roleta que mesmo confiando na sorte com a bolinha nos custará dois Porros. Ora, como o que está em causa é o momento presente e a necessidade imperiosa de qualificação para a Champions de 24/25, devendo para isso o Sporting apostar num núcleo duro de jogadores de rendimento imediato e não futuro - e mesmo que pensando no desenvolvimento, nunca pelo preço anunciado - , sobre a contratação de Fresnada eu penso que deveria ser imediatamente frenada. Frenada, sim, na esperança de que tal manifestação de interesse seja apenas uma forma de pressão sobre o Nápoles para que aconteça a transferência de Zanoli. A não ser que a ideia seja dar tempo ao Fresnada para ir crescendo na sombra de Esgaio, acreditando o Sporting que o nazareno dará garantias de um rendimento elevado durante toda a época. Simplesmente, nesse cenário, o que se fará então com o Geny Catamo? Não é ele, também, um jogador que se está a desenvolver? Ou será que o Geny terá uma oportunidade como interior direito, justificando-se nessa posição jogar de pé trocado como alguns, eu incluído, julgam fazer mais sentido? 

22
Ago23

Schmidt e a "Táctica do Canguru Perneta"


Pedro Azevedo

Há uma corrente de opinião que defende que um treinador deve estabelecer o sistema táctico a partir das características dos jogadores que tem à disposição. Porém, muitos treinadores são fiéis ao sistema táctico da sua predilecção, independentemente dos recursos disponíveis. Nesses casos, ficam dependentes da forma como correr o mercado: se tiverem a última palavra sobre as contratações e o mercado correr bem, então os resultados serão satisfatórios; se a Direcção é que contrata, não há dinheiro para satisfazer os pedidos do treinador e vai-se apostar em segundas linhas, ou o treinador engana-se no perfil dos jogadores, então os resultados serão menos bons. 

 

Uma situação diferente das consideradas em cima é a que se está a passar esta temporada com Roger Schmidt. A viver o que parece ser uma crise de abundância(!), o treinador mostra-se de tal forma focado naqueles que lhe parecem ser os seus onze melhores jogadores que não teve pejo em afastar dois laterais esquerdos para nessa posição encaixar o polivalente Aursnes, salvaguardando assim no processo a titularidade de João Mário. A opção é curiosa, aceita-se, mas, independentemente da gestão de balneário relacionada com a motivação dos jogadores preteridos, levanta questões sobre a dinâmica global da equipa. É que uma ala esquerda composta pelo norueguês e o irmão de Wilson Eduardo está condenada a não assegurar a profundidade, ficando o Benfica manco em campo. Mais, com Di Maria, no lado contrário, também a vir para o meio, Bah será verdadeiramente o único jogador capaz de procurar a linha de fundo. A não ser que o argentino passe para o meio, Rafa bascule para a esquerda, entre Neres no Onze e Schmidt se decida definitivamente entre Aursnes e João Mário. Caso contrário estou em crer que esta época teremos um Benfica disposto no campo como um canguru perneta, procurando saltar ("queimar") sequencialmente linhas sucessivas em posse através do jogo interior e a alimentar-se em excesso da bolsa marsupial fornecida quase em exclusivo pela velocidade de Rafa para ousar dar saltos mais significativos. 

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21
Ago23

Futebol ou Judo?


Pedro Azevedo

Quando Nuno Almeida, o árbitro da recepção do Casa Pia ao Sporting, marcou falta a Gyokeres depois deste ter lealmente disputado um lance na grande área dos gansos com Vasco Fernandes, a fleuma do sueco virou irritação tipicamente latina. Um misto de raiva e de incredulidade se apoderou do jogador, que já anteriormente havia visto o capitão da equipa adversária escapar impune disciplinarmente após agarrão com projecção para o solo - dois lances claros que foram ofuscados pela polémica do off-side não assinalado, mas que mereciam ser passados pelas televisões vezes sem conta para que no final não restassem dúvidas sobre o óbvio: em Portugal demasiadas vezes o crime compensa e o lesado é duplamente penalizado. Só faltou o jogo terminar logo ali, após a carga do Vasco sobre o Gyokeres, e a vitória ser imediatamente dada aos gansos, aplicando-se assim as regras do... judo (ippon)...

21
Ago23

Perguntar não ofende


Pedro Azevedo

O Estádio de Rio Maior tem 104mx68m de dimensões de relvado. Um ecrã médio de televisão terá 50cm de diagonal. Aplicando os conhecimentos existentes sobre triângulos-rectângulos, nomeadamente o Teorema de Pitágoras (quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos catetos), obteremos a medida da hipotenusa, ou seja, da diagonal do campo. Para as medidas expressas em cima, essa diagonal será de 124,25m, isto é, aproximadamente 250 vezes superior a um ecrã médio de televisão. Mesmo considerando o zoom aplicado no detalhe dos lances, como poderá alguém, perante esta disparidade, a olho nu e sem recorrer a linhas e pés de perpendicular a incidir sobre jogadores que se movem verticalmente, afirmar peremptoriamente, durante ou após a transmissão televisiva, se um jogador está ou não fora de jogo quando a diferença aparentemente foi de escassos 9cm? 

21
Ago23

Espanha é campeã mundial


Pedro Azevedo

A Espanha, cada vez mais um baluarte no desporto mundial, venceu o Campeonato do Mundo de futebol feminino, batendo na final a favorita Inglaterra, campeã europeia em título. Triunfo justíssimo, assente na qualidade técnica e táctica de jogadoras como Aitana Bonmati, Jennifer Hermoso, Mariona Caldentey ou Olga Carmona. Um jogo fantástico das espanholas, numa final jogada com arte e arrasadora de mitos e preconceitos.  

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